1ª Meia Maratona de Imbituba

Quem corre e participa de competições sabe que no meio da prova coisas fora do script acontecem, às vezes boas, às vezes ruins. Vou contar as boas porque costumo ser positiva.

Eu e a Adriane Hipólito (à direita), campeã na sua categoria, nos 21km.

1º lugar na Meia Maratona pela Paz no Trânsito, cinco anos após sofrer um acidente de moto

Adriane Hipólito corre há mais de 20 anos. Não há imbitubense que não a tenha visto passar correndo pelas ruas da cidade. No dia 16 de setembro de 2013, um domingo, ela transitava de moto quando teve a frente cortada por um automóvel. O motorista saiu do carro com uma latinha de cerveja nas mãos. Adriane amargou três meses de cama, se recuperando de uma fratura no ísquio esquerdo. Mais três meses até voltar a andar sem muletas. Cinco anos depois, no dia 16 de setembro, também num domingo, ela foi a primeira colocada na sua categoria nos 21km da Meia Maratona pela Paz no Trânsito. Pódio mais que significativo, do tipo pegue o limão e faça uma limonada.

Eu e o Betinho entre um banho de copinho e outro. (foto: Márcia M. da Silva)

Parcerias que surgem pelo caminho

Em corridas mais longas, ficar sozinha no trecho é um desafio chatinho a ser superado. Com o sol quente na moleira então, os quilômetros custam mais a passar. Lá pelo quilômetro oito, passei por um atleta que caminhava. Ele perguntou se poderia me acompanhar. Teve que me ouvir até o final da prova, o Betinho. Entre um banho de copinho e outro, descobri que, como eu, ele também participa de competições para curtir as provas e terminá-las bem, sem sofrimento. Daí pra frente, a sintonia em se permitir trechos de caminhada e a troca de experiências em provas foi tranquila. Passamos juntos a linha de chegada, inteiros como o programado e eufóricos como merecido depois de 21km de asfalto quente. De quebra, levei o segundo lugar na minha categoria.

Guilherme Gonçalves chegando pro abraço. 1º colocado geral da competição. (foto: Israel Costa ASCOM/PMI)

Prata da casa. No caso, ouro.

Ver um nativo vencer a competição foi alegria extra. O Ultramaratonista Guilherme Gonçalves fez os 21km em 1h17min43s. Ele tem representado Imbituba em várias competições mundo afora, sempre com bons resultados. Em entrevista ao site da Prefeitura de Imbituba, ele disse que precisou se controlar durante a prova para segurar a emoção e manter a concentração. Percebi isso quando passei por ele no caminho. Eu indo e ele já voltando, lógico. Acenei e recebi um aceno contido de volta, coisa de quem está focado mesmo na prova. Nem parecia aquele sujeito que, de manhã cedo, trocou mensagens divertidíssimas no grupo de WhatsApp. Profissionalismo é isso aí.

Diversão garantida aos homens de boa vontade.

4 Replies to “1ª Meia Maratona de Imbituba

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *