Treino Tarantinesco

 

 

Início do filme. A gente chega toda pancuda no local do treino. Trilha sonora animadinha, anos 70.

Tão bom pensar nos desafios que vêm pela frente. Isso sempre acontece de forma romântica. Você se vê passando pelas trilhas, dunas, morrebas, praias que não acabam nunca e, enfim, a linha de chegada. Lindo, né? Mas a vida real não é aquilo que aparece nas fotos lacradoras que a gente coloca nas redes sociais.

Pra passar por tudo isso aí em cima, os treinos são matadores. Até os 21km me dei ao luxo de treinar do jeito que dava vontade. Agora que a ideia é não só ampliar a distância, mas pegar terrenos difíceis, a coisa precisa ficar séria. É isso ou corro o risco de me lesionar durante a prova ou ainda pior, não terminá-la. Acabou o romantismo aqui.

 

Tarantino, mas sem sangue

É aquele estilo tarantinesco de treino. Começa tranquilo, mas com uma certa tensão embutida. De repente, explosão, suador, coração disparado, falta de ar, dois minutos de sossego e repete. Uma, duas, três… 10 vezes de 100m. E isso é treino de tiro leve. Apesar do embaço, ainda dá pra rir no final.

Aí, depois do tiroteio (10X100m), a gente cai na real que o filme é de ação. Sobra só a capa da gaita.

Dizem que isso deixa a gente mais veloz e resistente. Ainda não consigo fazer esses 100m sorrindo como o Usain Bolt, mas to fazendo.

Trabalhada a velocidade, é hora de partir pras subidas, treino que eu chamo de correia dentada. Mas aí é matéria pra outro post.

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